domingo, 19 de fevereiro de 2012

Rede vai aumentar captação de órgãos em Minas


Rede vai aumentar captação de órgãos em Minas

Em 60 dias, nove cidades irão receber unidades das Opos, que preveem equipes médicas para vigilância de casos de morte encefálica em hospitais


Começa a sair do papel, com um ano de atraso, a implantação do serviço que vai aumentar a captação de órgãos para transplante em Minas Gerais. Em 60 dias, nove cidades mineiras irão receber unidades das Organizações de Procura de Órgãos (Opos), que preveem a formação de equipes médicas para vigilância de casos de morte encefálica em hospitais.

Segundo o coordenador geral do MG Transplantes, Charles Simão Filho, o projeto foi aprovado pelo Ministério da Saúde e receberá investimento de R$ 200 mil para implantação (R$ 20 mil para cada município). O mesmo valor será repassado ao Estado, mensalmente, para a manutenção do programa. A capital mineira será contemplada com duas unidades. As demais cidades são Montes Claros, Betim, Pouso Alegre, Governador Valadares, Juiz de Fora, Ipatinga, Uberaba e Uberlândia.

“As Opos são os braços operacionais do MG Transplantes, que vão desde a busca dos órgãos pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes até a abordagem com os familiares. Depois disso, notificam a rede para agilizar a doação e o transplante”, explica Charles Filho. Segundo ele, ainda não foram contratados funcionários para trabalhar no projeto. No entanto, algumas equipes já estão recebendo treinamento.

Segundo o coordenador, o atraso ocorreu em função da burocracia e de um levantamento minucioso das unidades hospitalares que poderiam receber o serviço. “Pedimos 11 estações, mas a União fechou em dez. Além disso, fizemos uma análise de 618 hospitais no Estado e identificamos 177 que poderiam receber uma estação das Opos. Estávamos avaliando que unidades iriam receber o investimento e como administrá-las”, conta.

Com as Opos, espera-se aumentar o número de transplantes no Estado. Enquanto o crescimento no Brasil foi de 11% ao ano, Minas registrou um aumento de apenas 3%. Em 2011, o Estado realizou 2.192 operações, contra 2.115 no ano anterior. Segundo Charles Filho, atualmente são feitas dez doações de órgãos para cada milhão de habitantes. Com o programa, a expectativa é chegar a 14 doações por milhão até o fim de 2013.

O órgão campeão de transplantes em Minas Gerais é a córnea. Em 2011, foram 2.192 cirurgias. Em segundo lugar, está o transplante de rins, com 482 procedimentos. Em terceiro e quarto lugares, os de medula óssea e fígado, com 95 e 78 cirurgias, respectivamente.



Tags:  transplante, doação de órgãos

turminha boa da fila do tranplante

todos guerreiros