quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fila de espera por órgão cai 50% em cinco anos


Se o ritmo de doações e cirurgias for mantido, Minas pode fechar 2012 com um recorde histórico de transplantes concretizados Rejeição familiar no Estado é a menor do Brasil, índice que ajuda a explicar melhor desempenho.


O Dia Mundial da Doação de
Órgãos, amanhã, será comemorado
de maneira especial
neste ano por 1.612 mineiros.
Esse é o total de pacientes
que passaram por transplantes
no Estado desde janeiro
e, assim, ganharam a
chance de recomeçar suas
vidas com muito mais saúde
e esperança. E o aumento
das cirurgias também renova
a confiança de quem ainda
sofre com a espera e os
dolorosos tratamentos: nos
últimos cinco anos, essa fila
foi reduzida pela metade.
Um dos fatores que melhor
ajuda a explicar o bom
desempenho é a queda na
rejeição à doação de múltiplos
órgãos – possível apenas
em casos de morte encefálica.
Segundo a ABTO (Associação
Brasileira de Transplante
de Órgãos), os mineiros
são os que mais permitem
as doações no Brasil.
A recusa familiar, porém,
ainda é um dos maiores desafios.
No primeiro semestre,
28% das famílias mineiras
se recusaram a doar os
órgãos do ente falecido – a
média nacional é de 63%.
“As pessoas têm que conversar
mais em casa, quebrar
esse tabu”, avalia Rose
Mary Guirado, 58, que perdeu
o filho num acidente,
em 2004. “Ele já tinha ditoque era doador. Mesmo assim,
muita gente criticou,
disseram que fui desumana
com ele. Hoje, as pessoas estão
mais esclarecidas”, diz a
bordadeira, que atua voluntariamente
na divulgação
do tema na região hospitalar
de Belo Horizonte.
A rejeição, conforme a
ABTO, é a principal explicação
para o “desperdício” no
Brasil. De janeiro a junho
deste ano, foram identificados
4.073 potenciais doadores
de órgãos e tecidos no
país, mas só 1.217 se tornaram
doadores efetivos.


Transplantes
Cirurgias em 2012
Córnea: 1.079
Rim: 406
Fígado: 81
Coração: 24
Rim/pâncreas: 20
Pâncreas: 2
Total: 1.612
Evolução por ano
2009: 2.057
2010: 2.115
2011: 2.192





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